lávio Bolsonaro vai aos Estados Unidos para assistir ao jogo do Brasil contra a Escócia. Ok. O que chama atenção, no entanto, é a explicação apresentada sobre os ingressos, que teriam sido dados por um “amigo”.
A pergunta é inevitável: quem é esse amigo?
Segundo levantamento feito pelo repórter Luiz Carlos Azenha, os ingressos mais exclusivos para a partida custam cerca de US$ 35 mil cada, o equivalente a cerca de R$ 180 mil.
TariFlávio é senador da República e candidato ao Palácio do Planalto. Trata-se portanto de um presente de alto valor recebido por um agente público em pleno exercício do mandato.
Quem é esse amigo? Qual a relação que mantém com o senador? Há interesses econômicos ou políticos envolvidos? Essas são perguntas naturais diante de uma situação que exige transparência.
As indagações se tornam ainda mais pertinentes diante do histórico do próprio senador.
Em verões passados, Flávio já alegou ter sido beneficiado por “amigos”. Em um dos episódios mais conhecidos, um amigo miliciano teria pagado uma prestação de um apartamento do então deputado estadual e sua esposa em Laranjeiras, Rio de Janeiro.
Também permanecem na memória pública as suspeitas de lavagem de dinheiro na “lojinha” da Kopenhagen que ele mantinha na Barra da Tijuca, tema que foi objeto de reportagens e investigações ao longo dos últimos anos.
Agora, surge mais um “amigo generoso”.
É um verdadeiro escândalo, mas há algum tempo parece existir uma espécie de normalização em torno do clã Bolsonaro. Infelizmente.
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