Mais uma madrugada de violência deixou moradores assustados na Muzema e em Rio das Pedras, na Zona Sudoeste do Rio, entre a noite de domingo (28) e a madrugada desta segunda-feira (29).
Pelo menos dois tiroteios foram registrados na região, que vive uma disputa por território entre traficantes e milicianos há mais de dez dias.
Segundo moradores, o primeiro confronto aconteceu por volta da meia-noite, na Muzema. De acordo com relatos de moradores, houve intensa troca de tiros. Segundo fontes da Polícia Militar, policiais do 31º BPM (Recreio) foram atacados por criminosos ligados ao Comando Vermelho (CV) durante um patrulhamento, o que provocou o confronto.
Já o segundo episódio foi registrado por volta das 3h40, em Rio das Pedras, na região conhecida como Areal.
Vídeos gravados por moradores mostram o barulho intenso e contínuo de disparos durante a madrugada. Em um dos registros, é possível ouvir rajadas de tiros por vários segundos.
A região do Areal, onde houve o confronto mais recente, fica próxima ao Itanhangá e tem ligação com a Muzema, área que atualmente é dominada pelo CV.
De acordo com relatos de quem mora na região, criminosos tentam avançar sobre Rio das Pedras para expandir a atuação, o que tem provocado troca constante de tiros.
Moradores afirmam que os episódios de violência têm se tornado frequentes. Um deles relatou que o tiroteio desta madrugada durou cerca de meia hora.
“Esse tiroteio durou cerca de 30 minutos, mais ou menos. Foi uma coisa assustadora, coisa que antigamente não tinha e que, de uns tempos pra cá, tá sendo diário. Todos os dias tá tendo tiroteio na Muzema, Rio das Pedras, e dá pra escutar da Barra da Tijuca”, disse.
Outra moradora contou que acordou assustada com o barulho dos disparos, mesmo morando na Barra:
“Eu estava dormindo e acordei assustada com barulho de tiro muito alto, muito alto. Parecia que tava aqui na rua. Eu moro na Barra da Tijuca, bem perto da Avenida das Américas, e dava pra ouvir como se fosse aqui no quintal de casa.”
Na madrugada de domingo, segundo relatos, já havia ocorrido confronto na mesma região, o que reforça o clima de tensão constante entre os moradores.
Até a última atualização desta reportagem, a Polícia Militar ainda não havia informado como está o esquema de policiamento na área nem se houve operações ou prisões relacionadas aos tiroteios.
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