A declaração foi feita durante participação no programa Canal Livre, da Band, exibido nesse domingo (3/5), após ser questionado sobre o impacto da Previdência nas contas públicas e possíveis mudanças no sistema.
Ao responder sobre propostas de reforma, Zema defendeu o aumento do tempo de contribuição, retomando um mecanismo discutido na reforma de 2019 que previa ajustes automáticos conforme a expectativa de vida. “Nós vamos precisar sim aumentar o tempo de contribuição, é fundamental”, afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de desvincular os reajustes das aposentadorias do salário mínimo, o ex-governador disse que pretende manter a referência, mas com correção limitada à inflação. “Salário mínimo e aposentadoria serão todos reajustados pela inflação, ninguém vai perder nada”, declarou.
Durante a entrevista, ele argumentou que eventuais ganhos reais no salário mínimo deveriam ser determinados pelo mercado. “O ganho real do salário mínimo o mercado define”, afirmou, ao mencionar ainda a possibilidade de adoção de pisos regionais.
Apesar das críticas ao modelo atual, o ex-governador afirmou que aposentados devem ser respeitados. “Mas o aposentado merece todo o respeito”, declarou.
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