A prefeita de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Adriane Lopes (PP) decidiu transformar sua administração em um reduto de lideranças da Igreja Assembleia de Deus Missões (IADMCG).
Ela, também evangélica, colocou 12 pastores no comando de setores estratégicos da gestão pública, inclusive, gerenciando, diretamente, o orçamento municipal de R$ 6,9 bilhões previsto para 2026. As nomeações geram custo mensal superior a R$ 130 mil na folha de pagamento do município, de acordo com levantamento realizado pelo site local O Jacaré.
Além do impacto financeiro, os pastores definem questões fundamentais, como licitações, contratações de serviços essenciais e definição de políticas públicas.
Quem controla o cofre municipal é Isaac José de Araújo, secretário municipal de Fazenda e um dos pastores evangélicos nomeados. Ele era responsável pela contabilidade interna da ADMCG antes de assumir a gestão do orçamento bilionário da capital sul-mato-grossense.
Pastores também estão colocados em setores como órgãos de regulação e trânsito. Paulo da Silva está à frente da Agência de Regulação (Agereg), enquanto Ciro Vieira Ferreira é diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).
A Secretaria de Saúde, dona da maior fatia do orçamento – R$ 2 bilhões – tem na pasta nada menos do que quatro pastores em cargos ligados ao setor financeiro e de licitações.
Entre eles, Julinei Herão Ferreira, gerente financeiro, e Fausto Azevedo Tlaes, chefe da gerência de Suprimentos e Abastecimento.
Na área da educação, o pastor Emerson Irala de Souza atua como analista técnico, além de outros líderes que ocupam vagas na Casa Civil e na Agência de Habitação.
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