O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, reagiu nesta quarta-feira ao plano de governo atribuído a Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em publicação nas redes sociais, Boulos afirmou que a proposta prevê o congelamento de aposentadorias, do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e do orçamento do Sistema Único de Saúde (SUS).
A manifestação de Boulos ocorreu após a revelação de trechos do documento econômico ligado à pré-campanha do senador fluminense. No X (antigo Twitter), o ministro compartilhou um vídeo listando as áreas que seriam afetadas caso as medidas de ajuste fiscal avancem.
Segundo o ministro, a proposta em estudo pela equipe do PL atinge diretamente a parcela mais vulnerável da população. “Vazou hoje o plano de Flávio Bolsonaro de congelar o valor da aposentadoria, do BPC para idosos, autistas e PCDs e também o orçamento do SUS”, escreveu Boulos.
A crítica do integrante do governo federal joga luz sobre os impactos sociais do programa defendido pelo parlamentar. Pelo texto, os benefícios pagos pelo INSS, os repasses da assistência social e os pisos constitucionais de saúde e educação passariam a ser corrigidos apenas pela inflação.
A adoção do índice inflacionário como teto para os reajustes da União impediria qualquer aumento acima do custo de vida para os beneficiários. A medida contraria a atual política de valorização do salário mínimo e das aposentadorias em vigor no governo federal, que retomou o acréscimo real.
Após a divulgação do documento que orienta seus próximos passos políticos, Flávio Bolsonaro se manifestou nas redes sociais. Como mostrou a Fórum, o senador precisou vir a público para tentar justificar as propostas de contenção de despesas, que agora entraram na mira de ministros e da base aliada do Planalto.
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